quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Maria Gasolina, da Finlândia para o Brasil, da educação a boa musica.


A banda finlandesa Maria Gasolina, tem se destacado no cenário Underground de seu país pela ótima qualidade de sua musica, ou melhor, pela beleza das suas versões para musicas brasileiras, musicas como “Baby”, de Caetano Veloso, “Feijoada Completa”, de Chico Buarque e até Ivete Sangalo, isso mesmo, na Finlândia com seu idioma tão distante do nosso e diferente até mesmo dos próprios europeus, pois é um dos idiomas mais isolados linguisticamente do mundo, sem ligação com outras línguas escandinavas como o norueguês ou o sueco, isso só mostra o poder que a musica tem, e como essa “esquisitice” pode se tornar algo tão bom, é a mistura de culturas e idiomas tão distintos em si, e mesmo assim criando algo novo, mais mantendo a beleza que já existe. O que prova a qualidade do grupo é que as musicas não são meras versões em outra língua, o acabamento da musica também é outro, mostrando que o grupo também tem qualidade instrumental, nada novo, mais diferente. A banda lançou o seu primeiro álbum “Se Jokin” em 2006 e nele se encontram 8 versões finlandesas para musicas brasileiras, o fofinho CD foi muito bem recebido por lá, ganhando espaço na mídia e com algumas de suas musicas chegando a ocupar o top 10 da Rádio Helsinki. É muito divertido ouvir Ivete Sangalo com um ritmo não muito diferente, até um pouco mais contido, talvez pelo fato de ser impossível colocar a energia da baiana na fria língua finlandesa, mais isso não deixou a musica ruim, apenas diferente, musicas como “Baby” ficaram lindas, a banda conseguiu captar o sentimento da musica colocando seu tempero e fazendo assim algo que pode se dizer, original, outra musica que se encontra no Myspace deles, “Kadulla Satessa Tai Landella”, que é uma versão para “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda”, do Kid Abelha, que ficou com um belo instrumental e especialmente a língua que não tirou o peso sentimental da musica deixando ela com uma cara nova ótima, outra musica “Roosa”, as batidinhas de samba que começam a musica são encantadoras, dançantes e maravilhosamente bem executadas, é musica que ficou mais diferente da original, deliciosamente divertida, mostrando que os finlandeses, sabem sim, fazer um bom samba. Além de música brasileira a Maria Gasolina toca músicas de Femi Kuti, Tarkan, The Blondie, Manu Chão etc., fato é que se você ouvi-los no Myspace vai ficar com um gostinho de quero mais, e imaginar como ficou o resto do CD, uma pena que ainda não podemos colocar a mão nesse disquinho, mais espero que um dia eles possam trazer seu “Brasil Gringo” para cá.

Criadora da Maria Gasolina, a vocalista Lissu Lehtimaja (a loira da foto (darrr), sentada na rede) já esteve várias vezes no Brasil e se tornou uma grande admiradora de músicos locais, em recente entrevista para um jornal brasileiro, Lissu defendeu o hibridismo cultural: "Eu acho que misturas são, muitas vezes, mais interessantes do que algo certinho e ortodoxo. Assim se passa alguma coisa para frente ao mesmo tempo em que nasce algo novo. Nós, por exemplo, tocamos axé com um baterista que nunca ouviu axé. Fica até meio punk”, a vocalista que esteve no Brasil em 2005 quando estudou o educador brasileiro Paulo Freire para a sua faculdade na Finlândia, e o resultado foi um trabalho final de graduação no formato de história em quadrinhos, onde Lissu encontra Freire em diversas situações e então recebe seus ensinamentos.
Irônico o fato de uma guria da Finlândia, onde a educação é de conhecimento de todos nós, um exemplo, como uma das melhores do mundo no ranking de qualidade, venha estudar no Brasil, mais como ela disse na recente entrevista: “o objetivo da pedagogia de Freire não é apenas uma questão de alfabetização, e sim uma questão do amor pelo dialogo, o fato de que saber ler não é suficiente é importante entender o que se lê”. O HQ, intitulada "Freiren Kyydissä" (Carona Com Freire), só foi publicada na Finlândia, mas Lissu está à procura de editoras interessadas em lançar uma versão brasileira.

a banda é: Taneli Bruun, tenorisaksofoni; Kalle Jokinen, kitara; Lissu Lehtimaja, laulu ja trumpetti; Mikko Neimo, rummut; Matti Pekonen, basso; Essi Pelkonen, alttosaksofoni Aarne Riikonen, perkussiot; Sanni Verkasalo, huilu ja laulu e Timo Wright, Yleisjantunen.
(se você se esforçar, vai entender o nome dos instrumentos)

Pra conferir o som da Maria Gasolina: www.myspace.com/mariagasolina

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

como baixar musicas do Myspace?


Um jeito facil é pelo site: http://www.myspacemp3.org/, seguindo os passos da foto, ou seja, escreva o nome do artista que você quer procurar no campo de busca, exemplo: www.myspace.com/fulanodetal, depois selecione o que você quer do artista: imagens, mp3, clipes, etc., depois marque a opção " I have read and agree to the Terms of Service", o site vai varrer o perfil do artista, e então vai disponibilizar o que você quer.

http://www.myspacemp3.org/

http://file2hd.com/Default.aspx?myspacemp3

domingo, 17 de fevereiro de 2008

entrevista com Marcelo Merçon membro da banda terrorturbo


Rolo uma entrevista com o Marcelo Merçon (sintetizadores) da banda terrorturbo que faz uma música que pode ser definida como ...(MÚSICA UNIVERSAL SEM FROTEIRAS)natural de Vitória / ES ..

1 - Bom, vamos começa com a pergunta classica. Como a banda foi formada?
Bem, a terrorturbo já existe desde 2001, se não me engano. Era uma formação completamente diferente, da qual só sobrou Gimu, o fundador. Todos já eramos amigos há algum tempo e música certamente era um dos nossos assuntos favoritos. Eu (Marcelo) entrei, porque faltava alguém pra tocar sintetizadores. Quando saiu um guitarrista, André já estava ali por perto. E quando finalmente saiu o baixista, tinha o Raphael pronto pra entrar. Era questão de tempo pra que isso acontecesse. Como a atual formação é de 2006, preferimos pensar que foi ali que tudo começou. Novas músicas surgiram, as músicas de antes ganharam nova roupagem, houve finalmente prioridade e compromisso mútuos. Acho que é isso.
2-O som do terrorturbo é bem diferente de muita coisa que estamos acostumados a ouvir aqui no Brasil (feito por brasileiros, é claro). Essa mistura contagiante de som pode ser definida como o quê?
Contagiante? Primeira vez que ouvimos esse adjetivo (risos). Temos um pouco de medo dessa pergunta, essa sobre o que fazemos. Provavelmente nem nós mesmos sabemos muito bem. Gostamos de nos ver como uma banda de rock, já que temos, mas os elementos eletrônicos acabam falando mais alto algumas pessoas, provavelmente pelo uso de laptop, drum-machines e sintetizadores. Só que eletrônica não é exatamente o que queremos fazer; daria a impressão que queremos ver gente dançando, pulando, e não é nada disso necessariamente. Isso, se é que acontece, é acidental. Gostamos simplesmente de fazer canções e tentamos fazer com que elas soem bonitas, densas, intensas. É pra se escutar e apreciar, dançando ou parado, em pé ou sentado, tanto faz.


3-Fale um pouco das influências:
Esse é um assunto que nos assusta um pouco também (risos). É engraçado, porque não sei se soamos como alguma banda de que a gente gosta. Cada um de nós quatro poderia citar bandas favoritas e distantes entre si, como The Smiths, Joy Division, Sigur Rós, The Knife, Sufjan Stevens e m83, mas provavelmente a maioria delas soa muito diferente da terrorturbo. Ou alguém acreditaria que somos influenciados por Tindersticks e Low? Assunto complicado!

4-O terrorturbo ja se apresentou em muitos festivais, como o Festival Internacional de Música de Domingos Martins (ES), entre outros mais .Qual a real importância desses festivais para o desenvolvimento da banda?
Festival é sempre bom, né? Parece muito mais interessante que shows isolados, talvez porque seja uma oportunidade de atingir um público mais amplo, de descobrir novas bandas. Já tocamos até num desfile de moda, coisa que foi muito interessante. Compusemos a trilha sonora especialmente pro evento, isso em questão de um semana ou menos, e tocamos enquanto as modelos desfilavam. Muito bacana! E é claro que gostaríamos de nos apresentar em muitos outros festivais, principalmente fora do ES. Fizemos shows em São Paulo e estamos esperando por mais convites, principalmente pra festivais mesmo. Esse de Domingos Martins acabou por ser uma grande e agradável surpresa, porque não sabíamos o que esperar dele. Além de ser um festival não muito específico, com atrações que iam de jazz até música clássica, a própria cidade já nos deixava com um pé atrás. Domingos Martins é uma cidade a uns 40 km de Vitória, um lugar pacato, de praças bucólicas e colonização alemã. Nós adoramos o lugar e normalmente vamos pra lá pra descansar e nos divertir, não pra tocar, então imagine o nosso medo! A surpresa é que acabou por ser o evento mais profissional em que tocamos, com técnicos de som cuidando de tudo. Nem tivemos que esquentar a cabeça com montagem de som nem nada, o que foi muito bom. E o público, educadíssimo, assistiu com muita curiosidade!

5-Como o som de vocês é recebido nesses festivais?
Com curiosidade mesmo, ainda bem. A banda, na formação anterior, chegou a tocar em grandes festivais do Espírito Santo, o que trouxe uma considerável exposição na mídia. Infelizmente, aqui no Espírito Santo, inciativas como festivais e eventos com música underground não costumam durar muito. Não existe muito incentivo pra bandas irem longe, a não ser que elas estejam dentro de certas, digamos, "exigências do mercado". Se bem que isso pode ser dito do Brasil todo, com certeza.

6-Fale um pouco do CD intutulado "terrorturbo EP 2007"?
O EP 2007 foi a primeira demo com alguma qualidade técnica que a terrorturbo produziu. Não achávamos necessário gravar um álbum, decidimos que um EP de quatro ou cinco faixas seria a opção mais sensata. Escolhemos cinco músicas que considerávamos maduras e começamos a gravar. A idéia era ter alguma coisa bem feita mesmo, pra divulgar, enviar pra selos, festivais, etc. Foi uma dificuldade tremenda finalizar, já que todos temos que conciliar a banda com trabalho, coisa que raramente é muito fácil. Pra piorar, o estúdio ficava em Guarapari, cidade a uns 30 km de Vitória, o que nos deixava praticamente apenas os fins de semana pra trabalhar nas músicas. Fomos pra São Paulo em julho de 2007, pra lançar o EP por lá também. Fizemos três shows em casas bem bacanas (CB Bar, Fun House e Astronete) e fomos entrevistados por uma rádio. Foi uma boa experiência.

7-E o futuro da banda? Planos, shows?
O EP de 2008 já está a caminho. Falta bem pouco mesmo. Nós fizemos de tudo pra ter em casa tudo que precisávamos, em termos de quipamentos e programas pra gravação, então estamos gravando sozinhos, com muito mais liberdade. Está ficando muito melhor que o anterior. Como trabalhamos muito a semana toda, infelizmente não temos conseguido conciliar gravação com shows, já que pra shows precisaríamos também ensaiar, mas já tivemos alguns convites pra apresentações aqui no ES e nossa manager, que vive em São Paulo, já está fazendo algum esforço pra tocarmos por lá em breve. Há algum tempo fomos convidados e gravamos a música `Radioland`pra um disco de tributo ao Kraftwerk, que ainda não sabemos quando deve ser lançado. Talvez isso também venha a nos trazer uma boa exposição. O futuro que queríamos era poder viver só da banda. É uma pena que no Brasil isso seja realidade pra muito pouca gente.

8-Uma pergunta particular minha (Dani). Algum show no Paraná, em Curitiba ou Londrina?
Oportunidade de tocar no sul, ainda nenhuma. Vontade, toda! Temos muita curiosidade de tocar em lugares mais distantes, fora do sudeste. O sul nos atrai muito, especialmente Curitiba, Londrina, Joinville, Porto Alegre, essas cidades maiores. O nordeste e o centro-oeste, também, estão chamando muita atenção. Dizem que a coisa anda muito agitada pra esses cantos. Queríamos ver isso de perto, com certeza.

Conferi ai o trabalho que é bem legal:



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Papo com o Thiago um TELEPATA via MSN



Fale um pouco sobre a banda (telepatas)?
Thiago:Bom, O Telepatas é uma banda formada em meados de 2005 na capital paulista e veio de uma formação Post Rock, com influencias bem variadas por conta da diversidade que os membros da banda na época escutavam.Não tinha um conceito formado, eram amigos tocando para se divertir basicamente.
Até 2008, a formação mudou bastante, a banda amadureceu e começou a trilhar um caminho com influencias mais comuns entre os integrantes. Além do rock setentista brasileiro (Clube da esquina, Lo Borges, Beto Guedes) temos muita influencia de bandas como Wilco , Grandaddy e trazemos isso pro som dos telepatas.
Sobre esse trabalho com músicas do wilco?
Thiago:No Milo Garage tem uma festa de quinta feira (PELIGRO)feita encabeçada pelo Gui Barrela que tem a idéia de bandas tocarem repertório de bandas conhecidas, geralmente influencias diretas. O Supercordas por exemplo fez Beatles lá e foi um sucesso.
Agora rolou o convite de fazermos Wilco, exatamente por ser uma influencia direta da banda.Vamos fazer com o maior prazer e vai ficar muito bacana... tem tudo a ver. Só que esse show que rola dia 28/02 nao vamos contar com nosso guitarrista e um dos vocalistas o Stan Molina que está na Europa e deve voltar em março. No lugar dele, vamos contar com a presença do Guitarrista João do Bazar Pamplona, que é uma banda muito bacana amiga dos Telepatas... o João manda ver nas guitarras... é um prazer tocar com ele.

Fale sobre os planos da banda?
Thiago:Pretendemos trabalhar fazendo shows para divulgar nosso primeiro cd que saiu no fim de 2007 chamado Bandeirante, 2008 vai ser um ano de muitos shows. Gostamos muito de tocar fora de São Paulo. É bem provavel que tocaremos no Sul do país e interior de São Paulo. E quem sabe, nordeste. É uma questão de rolar um convite legal.Shows marcados por enquanto temos apenas do cover de Wilco. Estamos esperando o Stan voltar e partiremos para tocar. Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis e interior de São Paulo (riberão preto, araraquara...) são algumas cidades que rolaram shows bem legais... quem sabe ainda esse ano nao tocamos novamente...E é claro são paulo-capital está em nossos planos também...

Fale sobre o cd de vcs?
Thiago:O Cd Bandeirante tem uma sonoridade que lembra muito o som dos anos 70 e inicio de 80. Mas sempre buscando uma roupagem nova e arranjos mais inovadores. O disco foi feito no ato da gravação.. fomos descobrindo timbres e novos elementos nesse processo e daí o nome... Uma mistura de Guilherme Arantes com Arnaldo Baptista... Wilco e Pavement... com timbres e batidas muitas vezes com a preocupação de uma identidade brasileira.

Como as midias alternativas como blogs,sites, ajudam bandas alternativas?
Thiago:Achamos válido qualquer tipo de mídia alternativa. Na verdade é com blogs, sites e convívio com bandas de mesmo patamar que conseguimos divulgar o nosso trabalho. Acho que o maior número e/ou tipo de mídia alternativa divulgando o trabalho do Telepatas (especializada ou não), maior a variedade de pessoas conhecendo o trabalho. Isso é só ponto positivo, não vejo ponto negativo por enquanto.

Bom o blog submusica agradece vc thiago pela entrevista e esperamos mais detales dos shows no Milo Garage.Eu particularmente (Dani) gosto muito do trabalho de vcs e agradeço a atenção.
Thiago:Fica aqui a dica e o convite a todos os leitores do blog tb.Voces do Blog submusica estão mais do que convidados, digamos que estão intimados a comparecer no show! Nós que agradecemos...

quem não conhece os telepatas vale conferi ai no link:

http://www.myspace.com/ostelepatas

Show de lançamento



Nesta sexta-feira a banda Charme Chulo fará o show de lançamento do CD "Charme Chulo - Ao vivo na Grande Garagem que Grava", no Porão Rock Club (Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 1188, Curitiba/PR). O disco, que teve a tiragem limitada em apenas 200 cópias, será considerado artigo de fã e estará à venda no show.
Recentemente o Charme Chulo também registrou sua participação nas faixas "Triste Fim de Baltazar da Rocha" da banda Poléxia (www.myspace.com/thepolexia) e "A que horas?" do grupo Celestines (www.myspace.com/celestines).
Serviço:CHARME CHULO Lançamento do CD "Charme Chulo – Ao vivo na Grande Garagem que Grava"www.myspace.com/charmechulo
abertura:PÃO DE HAMBURGUERwww.myspace.com/paodehamburgueA casa abre: 22h30Homem paga: R$ 10,00Mulher paga: R$ 6,00 PORÃO ROCK CLUBRua Pres. Carlos Cavalcanti, 1188, São Francisco, Curitiba/PR, (041) 3206-8678 www.myspace.com/poraorockclub(aceitamos todos os cartões / estacionamento)

Charme Chulohttp://www.charmechulo.com.br/

Mallu Magalhães


Com apenas 15 anos Mallu Magalhães,tem um talento invejado por muitos barbados da música.Depois de abrir um show da banda Vanguart no rio,a Guria que além de cantora é compositora virou modelo de talento juvenil.O som dela remete a um folk,doce muito gostoso de ouvir,além de tudo as letras são otimas.

vale muito escuta o trabalho da mallu,pq se ela faz um som assim com 15 anos imagina quando estiver com seus 25 anos =)



domingo, 10 de fevereiro de 2008

Entrevista com a banda Lab!

A banda paulista Lab bateu um papo com o Blog Submusica, banda essa que nasceu em meados de 2006 de um projeto arquitetado por Flavio e Bruno, sem muitas prentençoês o Lab acabou crescendo, ganhando novos integrantes e almejando seu espaço no meio cada vez mais competitivo do underground brasileiro, e impondo respeito, o Lab foi votado como banda número 2 pela publicação Nova Yorkina YRB em 2007, na qual ela foi eleita uma das 20 melhores bandas do site Myspace, ela também foi destaque na imprensa brasileira, o Guia da Folha de São Paulo também percebeu nessa banda algo de diferente, e a destacou como uma banda que promete muito e deve ser encarada de forma diferente, baseado em um rock muito peculiar, sem um padrão pré-definido, algo muito corajoso e digna de aplausos hoje em dia, o quarteto liderado por Flavio bebe na fonte que passeia de Radiohead, Lou Reede e Strokes, mais o que chama mais atenção é como a banda consegue ser autentica, tangível e fora do clichê que se torna rotineiro em muitas bandas dos “tempos modernos” , com um vocal todo peculiar e um instrumental impecável, a banda consegue levar a musica para um nível que poucas conseguem atingir hoje em dia.

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Submusica - Bem a pergunta mais clichê de uma entrevista, qual é a graça da musica pra você, porque resolveu criar uma banda?
Flavio: Não me vejo fazendo outra coisa na verdade.
Todos na banda já tentaram outras atividades, mas a energia de se fazer música e se expressar prevalecem.

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Submusica - O que vocês acham o mp3 populariza as bandas "alternativas", ou as bandas "alternativas" popularizaram o mp3?
Ricardo: Os dois. O mp3 é uma ferramenta de divulgação que deve ser usada por todo tipo de banda, “alternativa” ou não, porque é o formato do século XXI.
Uma banda ou pessoa interessada em música que não aderir a esse tipo de formato estará à margem do que ta rolando.

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Submusica - Você acredita que ele (MP3) seja essencial para musica hoje, você conseguiria achar algum ponto prejudicial nele, não é ruim saber que uma pessoa baixa suas musicas, musicas que você levou tempo para compor e produzir, com um simples toque de mouse?
Gianni:
Não é essencial pra música hoje. Ele é muito importante, mas ao mesmo tempo a música de uma banda envolve a qualidade do som, uma arte gráfica e, para mim, essas coisas estão todas ligadas. Quando você baixa uma música na internet, você deve ter isso como uma referência apenas. Eu acho que, se a pessoa gosta realmente de música, e gosta do artista ou banda que ela procurou, ela acaba indo no show, economiza uma graninha e acaba comprando o disco dele e se aprofunda até na personalidade desse artista e dos membros da banda que acabou de conhecer. Isso o mp3 não te dá, ele é apenas mais uma ferramenta.

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Submusica - Com tantas influencias para uma banda nos anos 2000, como filtrar o que pode realmente ser relevante?
Ricardo:
Como Igor Stravinski falou – o compositor nunca sabe o que ele quer precisamente, e sim o que ele NÃO quer.

Flavio: Tem muita banda mesmo, ainda bem. Muitas boas, muitas ruins, muitas medianas.
Pra filtrar, só ouvindo né? Mas é impossível ouvir tudo... Então eu acabo agrupando estilos que gosto ou não. Isso aumenta meu preconceito musical, mas tudo bem. Às vezes uma banda ou música atravessa meu preconceito e eu acabo gostando. Robbie Williams, Hank Williams, Will.I.Am...

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Submusica - Como é sobreviver no meio musical alternativo, vocês fazem outras coisas além de serem músicos?
Ricardo:
Tudo que eu faço está relacionado de certa forma à música.
Seja dando aula de bateria, produzindo ou gravando e fazendo shows, minha mente ta sempre virada pra música.

Flavio: Além do Lab, eu produzo bandas, artistas e trilhas sonoras, por exemplo: The Tickets, nossos comparsas, to fazendo o EP deles, bem legal. Também faço algumas faixas com a Tiê, que é uma cantora incrível. Toco no Cabaret do Dudu Tsuda & Tiê Bireaux, com uma cabeça de macaco. E, ah sim, dou aula de inglês.

Gianni: Não faço nada além da música. Toco com a Tiê, já trabalhei em estúdio e como roadie.
E faço faculdade de produção musical.

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Submusica - Até que ponto a performance de palco é importante, bandas como Killers cativaram o publico brasileiro com sua performance afrescalhada (e chupada do Fred Mercury), como você definiria a performance e o estilo de sua banda?
Flavio:
O mais importante da nossa performance é a naturalidade. Todo mundo na banda é muito ‘auto-consciente’, se é que existe essa palavra, pra fazer outra coisa que não seja algo natural. Ninguém é afetado, não fazemos micagem no palco, haha. Mas também, nunca vi nosso show gravado, então não sei o que realmente acontece o tempo todo.

Gianni: E as nossas luzes de palco também são uma performance.

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Submusica - Como é a divulgação dos shows, das musicas da banda?
Ricardo: Boca-boca, Orkut, nosso site labmusica.com que é bem legal, pelo myspace.com/labmusica, o fotolog/labmusica, tem também o Trama Virtual que é bem legal e sempre tem nos ajudado na divulgação do Lab.

Gianni:
Sem esquecer os flyers que a gente faz para divulgar os shows e eventos.

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Submusica - O fato de ter tanta banda, de ser tão fácil criar e montar uma, não acaba saturando muito os meios musicais, e assim ficando mais difícil crescer e se destacar, mesmo com talento?
Flavio:
Qualquer coisa que eu responder seria só especulação, porque já tinha muita banda quando o Lab nasceu. Então não conheço nada além disso. Mas sei que hoje tem mais banda boa do que uns 3, 4 anos atrás. Não sei se nasceram bandas boas ou se as ruins ficaram boas. The Tickets é animal, Seychelles é muito bom, Mr. Lúdico e os Morféticos e também, Ultrafônica tá com uma formação bem boa agora. Flag Pops e Pale Sunday do interior são grandes bandas.

Ricardo: Eu acho que na maioria das vezes o talento prevalece, em qualquer estilo. Pode demorar quanto for. Mas se você for honesto com o som que cria e acreditar no seu talento,
basta correr atrás e trabalhar duro.

Gianni:
Aquela pitadinha de sorte também sempre ajuda.

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Submusica - Porque a Mídia da mais atenção as coisas mais batidas e menos complexas, você não acha que com o velho argumento da "audiência garantida" ela não acaba massificando o gosto das pessoas, e pior subestimando a inteligência delas?
Flavio: O que domina o que? O mercado domina e determina o que as pessoas ouvem ou as pessoas dominam e determinam o que o mercado coloca pra elas ouvirem? Ovo-galinha. Em São Paulo e Brasil, o popular fica bem popular, e o underground fica no underground, bem restrito e pobre, mas com prestígio. Por enquanto não tem muito meio termo não, talvez logo tenha. Então o que a massa ouve é o popular. E será que eles estão esperando algo à altura da inteligência deles, porém se contentam com o que têm? Não sei.
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Submusica - Porque alguém deve ouvir Lab?

Flavio: Não sei.

Ricardo: Sim sei.

Gianni:
Eu sei.

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Submusica - Você acha o inglês mais sonoro do que o português para o rock'n'roll, é mais fácil atingir com o inglês?
Flavio: É mais fácil compor em inglês. E soa mais bonito também, por causa da sintaxe e da cultura de se ouvir música em inglês. Tem algumas exceções, em que fica mais fácil compor em português. Pra atingir o público no Brasil é um pouco mais fácil se for tudo em português, mas nem tanto. Dá pra ter muito reconhecimento e sucesso só fazendo em inglês. A gente faz os dois.

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Submusica - O que esperar do Lab em 2008, quais as novidades, vai sair o CD, vão ter musicas em outros idiomas além do português e do inglês?
Flavio:
2008 vamos crescer bem mais do que em 2007. Vamos fazer uns shows fora do espectro rock, misturando synths e coisas eletrônicas, mais ou menos remixando nossas músicas.

Gianni: Vamos lançar o álbum de estréia em alguns meses. Estamos terminando as gravações,
aí vamos cozinhar ele um pouco no azeite.

Ricardo: E estou terminando a letra de uma composição minha em cantonês. Os versos né. O refrão é em mandarim.

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Submusica - E clipes, vocês tem algum, tem alguma idéia ou vontade de gravar algo?
Gianni: O único clipe que temos até hoje é da ‘Sim Natal’, que é uma música de natal que fizemos em dezembro. Lançamos como um single comemorativo e nós mesmos filmamos o clipe. Mas com certeza vamos fazer alguns para o álbum. Filmagens mais profissionais.
A intenção é fazer quase um clipe ou acompanhamento musical por música, se der.

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Submusica - E a agenda, quais os shows marcados, festivais?
Flavio:
Dia 15 de fevereiro, sexta, vamos tocar na Funhouse, showzão. Em março, toda quarta-feira, vamos fazer esse projeto Lab-Synth-Eletro com o DJ Ovo no Loveland em São Paulo. É um anexo do Lov.e. A lady Carol Martins é quem comanda a noite Lap to Dance. Tem nossa Festa Party, que é uma balada que fazemos na Livraria da Esquina, com nosso show + banda convidada e aí nosso DJ set, com o DJ Ovo, nosso ‘quinto elemento’. Tem lançamento da revista The Doors em abril, e vamos tocar muito mais no interior. E, se tudo der certo, Europa até o fim do ano. Por conta da banda por enquanto, haha.

Gianni: Vai ter o evento do lançamento do álbum também, que vai ser especial.
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Submusica - Qual o contato com outras bandas do meio alternativo, ele existe, é uma amizade competitiva ou existe a camaradagem, você não se sente invadido quando bandas do interior do Brasil mudam se para São Paulo, não fica muito competitivo?
Ricardo: O contato com outras bandas é muito bom, muito tranqüilo. Existem amizades em todo lugar, um tenta ajudar o outro. A competição que tem é natural.

Gianni: Competir com um cara bom é estimulante. Competir com um cara ruim não aumenta o força da banda. É bom que venham bandas do interior, eu viria fácil.
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Submusica - As musicas do Lab parecem ter um vocal um tanto blasé, algo bem diferente mesmo, foi intencional isso?
Flavio: É muito blasé? Não tenho essa intenção de ser blasé, mas a palavra é bonita. Não tem intenção nenhuma na verdade, só faço do jeito mais fácil de cantar pensando no que a música pede, o que a letra tem a dizer, onde colocar a emoção. Cada música tem uma intenção diferente do que quero passar, mas isso eu sei que acaba virando mais referência pessoal na hora de gravar. Quero gravar essa passagem imitando o Thomas Mars do Phoenix. Claro, não sôo nada igual, mas a intenção pra gravar direito ta lá.
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Submusica - Eu percebi muita coisa em sua musica, riffs a La Strokes e Arctic Monkeys, a beleza (vocal e instrumental) do Radiohead, você podia definir melhor o som e estilo da banda, você vê algum problema com essas comparações?
Flavio: As comparações são legais! Ficamos lisonjeados.
Principalmente porque Arctic Monkeys e Strokes têm diversão e Radiohead é instropectivo, melancólico e pra frente.

Ricardo: A gente acaba misturando vários estilos pelo fato que cada um na banda vem de um lugar musical diferente.
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Submusica - O Renan Santos (Tickets) falou algo (na entrevista anterior) muito interessante, no sentido de ler o mundo, você compartilha desse modo de pensar com ele, acha que pra se destacar você precisa aprender a "ler o mundo" também?
Flavio: Ler o Mundo’ é uma frase bem boa do Renan. Qualquer bom compositor, músico e artista lêem o mundo e expressa essa leitura na sua arte. Se ele consegue colocar em arte o que as pessoas estão sentindo, as pessoas vão reconhecer isso na hora e gostar e apreciar. E pra ele colocar esse sentimento na arte, ele tem que sentir o mundo na própria pele. Aí ele interpreta, e faz sua arte para se satisfazer. E é aí que as pessoas captam o que ele sentiu, porque elas estão sentindo também, mas não conseguem expressar de uma forma artística. Isso vale pra letra de música, a batida da bateria, a linha do baixo, a escultura, o filme no cinema, etc.

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A Lab é: Flavio Fetusborg - Guitarra / Voz
Bruno Ped
- Guitarra
Gianni Dias
- Baixo
Ricardo Cifas
- Bateria

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Site: www.labmusica.com/

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Can You RUN It? (sera que meu PC pode rodar aquele Jogo?)

Quer comprar aquele Game bacana mais não sabe se ele vai "rodar" no seu computador, uma ótima dica pra quem gosta de jogos de computador é o site “Can You RUN It”, que faz uma leitura de seu PC e diz se ele tem condição de rodar jogos determinados por sua lista, que vai do moderno Call of Duty 4: Modern Warfare a America’s Army, entre outros, você só precisa entrar no site e instalar um programa de Flash e pronto, ele vai verificar on-line a condição de seu computador para ler determinado jogo, ele vai mostrar o que seu PC tem, o mínimo pra rodar o Game, o máximo, e em qual caso seu PC se encontra, e também da dica de up-date caso seu PC não possua os requisitos, muito legal pra quem não quer gastar uma fortuna em um Game e depois perder o dinheiro sem nem sequer conseguir rodá-lo.


O site: www.srtest.com/referrer/srtest

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Artistas mais ouvidos pelo Orlando Junior