domingo, 17 de fevereiro de 2008

entrevista com Marcelo Merçon membro da banda terrorturbo


Rolo uma entrevista com o Marcelo Merçon (sintetizadores) da banda terrorturbo que faz uma música que pode ser definida como ...(MÚSICA UNIVERSAL SEM FROTEIRAS)natural de Vitória / ES ..

1 - Bom, vamos começa com a pergunta classica. Como a banda foi formada?
Bem, a terrorturbo já existe desde 2001, se não me engano. Era uma formação completamente diferente, da qual só sobrou Gimu, o fundador. Todos já eramos amigos há algum tempo e música certamente era um dos nossos assuntos favoritos. Eu (Marcelo) entrei, porque faltava alguém pra tocar sintetizadores. Quando saiu um guitarrista, André já estava ali por perto. E quando finalmente saiu o baixista, tinha o Raphael pronto pra entrar. Era questão de tempo pra que isso acontecesse. Como a atual formação é de 2006, preferimos pensar que foi ali que tudo começou. Novas músicas surgiram, as músicas de antes ganharam nova roupagem, houve finalmente prioridade e compromisso mútuos. Acho que é isso.
2-O som do terrorturbo é bem diferente de muita coisa que estamos acostumados a ouvir aqui no Brasil (feito por brasileiros, é claro). Essa mistura contagiante de som pode ser definida como o quê?
Contagiante? Primeira vez que ouvimos esse adjetivo (risos). Temos um pouco de medo dessa pergunta, essa sobre o que fazemos. Provavelmente nem nós mesmos sabemos muito bem. Gostamos de nos ver como uma banda de rock, já que temos, mas os elementos eletrônicos acabam falando mais alto algumas pessoas, provavelmente pelo uso de laptop, drum-machines e sintetizadores. Só que eletrônica não é exatamente o que queremos fazer; daria a impressão que queremos ver gente dançando, pulando, e não é nada disso necessariamente. Isso, se é que acontece, é acidental. Gostamos simplesmente de fazer canções e tentamos fazer com que elas soem bonitas, densas, intensas. É pra se escutar e apreciar, dançando ou parado, em pé ou sentado, tanto faz.


3-Fale um pouco das influências:
Esse é um assunto que nos assusta um pouco também (risos). É engraçado, porque não sei se soamos como alguma banda de que a gente gosta. Cada um de nós quatro poderia citar bandas favoritas e distantes entre si, como The Smiths, Joy Division, Sigur Rós, The Knife, Sufjan Stevens e m83, mas provavelmente a maioria delas soa muito diferente da terrorturbo. Ou alguém acreditaria que somos influenciados por Tindersticks e Low? Assunto complicado!

4-O terrorturbo ja se apresentou em muitos festivais, como o Festival Internacional de Música de Domingos Martins (ES), entre outros mais .Qual a real importância desses festivais para o desenvolvimento da banda?
Festival é sempre bom, né? Parece muito mais interessante que shows isolados, talvez porque seja uma oportunidade de atingir um público mais amplo, de descobrir novas bandas. Já tocamos até num desfile de moda, coisa que foi muito interessante. Compusemos a trilha sonora especialmente pro evento, isso em questão de um semana ou menos, e tocamos enquanto as modelos desfilavam. Muito bacana! E é claro que gostaríamos de nos apresentar em muitos outros festivais, principalmente fora do ES. Fizemos shows em São Paulo e estamos esperando por mais convites, principalmente pra festivais mesmo. Esse de Domingos Martins acabou por ser uma grande e agradável surpresa, porque não sabíamos o que esperar dele. Além de ser um festival não muito específico, com atrações que iam de jazz até música clássica, a própria cidade já nos deixava com um pé atrás. Domingos Martins é uma cidade a uns 40 km de Vitória, um lugar pacato, de praças bucólicas e colonização alemã. Nós adoramos o lugar e normalmente vamos pra lá pra descansar e nos divertir, não pra tocar, então imagine o nosso medo! A surpresa é que acabou por ser o evento mais profissional em que tocamos, com técnicos de som cuidando de tudo. Nem tivemos que esquentar a cabeça com montagem de som nem nada, o que foi muito bom. E o público, educadíssimo, assistiu com muita curiosidade!

5-Como o som de vocês é recebido nesses festivais?
Com curiosidade mesmo, ainda bem. A banda, na formação anterior, chegou a tocar em grandes festivais do Espírito Santo, o que trouxe uma considerável exposição na mídia. Infelizmente, aqui no Espírito Santo, inciativas como festivais e eventos com música underground não costumam durar muito. Não existe muito incentivo pra bandas irem longe, a não ser que elas estejam dentro de certas, digamos, "exigências do mercado". Se bem que isso pode ser dito do Brasil todo, com certeza.

6-Fale um pouco do CD intutulado "terrorturbo EP 2007"?
O EP 2007 foi a primeira demo com alguma qualidade técnica que a terrorturbo produziu. Não achávamos necessário gravar um álbum, decidimos que um EP de quatro ou cinco faixas seria a opção mais sensata. Escolhemos cinco músicas que considerávamos maduras e começamos a gravar. A idéia era ter alguma coisa bem feita mesmo, pra divulgar, enviar pra selos, festivais, etc. Foi uma dificuldade tremenda finalizar, já que todos temos que conciliar a banda com trabalho, coisa que raramente é muito fácil. Pra piorar, o estúdio ficava em Guarapari, cidade a uns 30 km de Vitória, o que nos deixava praticamente apenas os fins de semana pra trabalhar nas músicas. Fomos pra São Paulo em julho de 2007, pra lançar o EP por lá também. Fizemos três shows em casas bem bacanas (CB Bar, Fun House e Astronete) e fomos entrevistados por uma rádio. Foi uma boa experiência.

7-E o futuro da banda? Planos, shows?
O EP de 2008 já está a caminho. Falta bem pouco mesmo. Nós fizemos de tudo pra ter em casa tudo que precisávamos, em termos de quipamentos e programas pra gravação, então estamos gravando sozinhos, com muito mais liberdade. Está ficando muito melhor que o anterior. Como trabalhamos muito a semana toda, infelizmente não temos conseguido conciliar gravação com shows, já que pra shows precisaríamos também ensaiar, mas já tivemos alguns convites pra apresentações aqui no ES e nossa manager, que vive em São Paulo, já está fazendo algum esforço pra tocarmos por lá em breve. Há algum tempo fomos convidados e gravamos a música `Radioland`pra um disco de tributo ao Kraftwerk, que ainda não sabemos quando deve ser lançado. Talvez isso também venha a nos trazer uma boa exposição. O futuro que queríamos era poder viver só da banda. É uma pena que no Brasil isso seja realidade pra muito pouca gente.

8-Uma pergunta particular minha (Dani). Algum show no Paraná, em Curitiba ou Londrina?
Oportunidade de tocar no sul, ainda nenhuma. Vontade, toda! Temos muita curiosidade de tocar em lugares mais distantes, fora do sudeste. O sul nos atrai muito, especialmente Curitiba, Londrina, Joinville, Porto Alegre, essas cidades maiores. O nordeste e o centro-oeste, também, estão chamando muita atenção. Dizem que a coisa anda muito agitada pra esses cantos. Queríamos ver isso de perto, com certeza.

Conferi ai o trabalho que é bem legal:



3 comentários:

Dudu P disse...

Olá!

Muito legal o blog de vocês. Gostaria de conversar a respeito do mesmo, pois estamos tendo alguns mal entendidos ultimamente.

Peço por gentileza entrar em contato no info@submusica.com para conversarmos amigavelmente.

Kigagore disse...
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Fox disse...
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